CRIMES INSOLUVEIS
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Crimes virtuais! O que são?
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Crimes insolúveis. Cico fecha o ano sem elucidar três assassinatos
Três inquéritos que investigam assassinatos permanecem em aberto na Comissão Investigadora do Crime Organizado (Cico). Os procedimentos instaurados ainda em 2009 apuram crimes de grande repercussão no Estado. A frieza com que as vítimas foram executadas é o elemento comum entre os crimes.
O primeiro foi registrado em junho de 2009, em Campo Maior. O funcionário público Alípio Ribeiro chegava para trabalhar quando foi executado. Alípio era irmão de um assessor do deputado Paulo Martins (PT). Ele foi alvejado com quatro tiros nas costas. A polícia chegou a revelar que tinha o nome de dois suspeitos, mas o caso permanece sem solução.
A morte do empresário Antônio dos Santos, o “Toim do Camarão”, proprietário da Casa do Camarão, é o segundo da lista. O crime ocorreu no dia 03 de novembro do ano passado, em Teresina. O empresário foi morto com um tiro na cabeça no próprio escritório, após uma aparente tentativa de assalto.
O caso ganhou repercussão porque, oito meses antes, a esposa do empresário foi encontrada morta no Rio Parnaíba, em Teresina. Segundo as investigações, Lúcia Santos cometeu suicídio. A polícia sempre descartou a possibilidade dos casos estarem conectados.
Uma foto do acusado de matar o empresário chegou a ser publicada na imprensa – o homem foi identificado como Valdinar Ramos da Anunciação -, mas ele permanece foragido.
O outro assassinato sem solução é o do o contador Guilherme Castelo Branco. Ele foi morto em novembro de 2009 com dois tiros a queima roupa, em um bar no bairro Saci, zona Sul de Teresina. A polícia apontou dois homens como os autores do homicídio. Um deles foi morto em março deste ano, em Caxias, no Maranhão.
Mesmo diante das dificuldades em chegar até os autores e mandantes desses crimes, a Cico não desiste. Apesar de estarem marcados como “inconclusos” no relatório de fim de ano da Comissão, nenhum dos três casos foi arquivado.
domingo, 7 de novembro de 2010
Ao completar 10 anos, Cico tem crimes não desvendados
Em seus dez anos de existência, a Comissão Investigativa do Crime Organizado (Cico) possui a grande maioria de seus casos solucionados; entretanto há ainda crimes insolúveis que permanecem um verdadeiro mistério, mesmo para este grupo especializado da Polícia Civil.
Entre os crimes desvendados de maior destaque, segundo presidente da Cico, delegado Bonfim Filho, estão o desbaratamento da quadrilha de Correia Lima - que incluía até mesmo o presidente da associação dos delegados José Wilson Torres. Os doze primeiros processos instaurados pela Cico são todas referentes a este caso. O delegado acrescenta ainda o desfecho do sequestro da estudante de direito, Fabiana Vieira, em
A Cico conseguiu também prender membros do bando que levou R$ 934 mil do Banco do Estado do Piauí no Centro Administrativo, em novembro de 2008. Além da prisão da quadrilha de oito pistoleiros na região de Picos, Fronteiras, Pio IX e Lagoinha.
Breu
Mas há uma série de assassinatos, que mesmo para este grupo especializado em desvendar crimes continuam uma verdadeira agulha num palheiro. São eles: o assassinato do fotógrafo Marcos Chapéu cujo corpo foi encontrado na estrada da Usina Santana em 2007. “A principal dificuldade é porque não há testemunhas”, diz Bonfim.
A morte do mototaxista Daniel, assassinado Estrada da Alegria em 2004 com dois tiros na cabeça. Os bandidos tentaram ainda atear fogo no corpo da vítima. E ainda está sem solução a morte do Funcionário da Funasa, Alípio Ribeiro
sábado, 2 de outubro de 2010
Crimes insolúveis
Implacáveis e evasivos. Duas palavras que vêm à mente quando estudamos os grandes crimes sem solução da história. A aura de mistério e suspense que cerca esses casos é tanta que mais parecem roteiros de filmes do que casos da vida real, tanto que a maioria deles foi mesmo adaptada para os cinemas. Também por estarmos longe das cenas destes crimes, seus relatos mais parecem com histórias contadas em acampamentos do que com a violência cotidiana nacional.
Porém não se deixe enganar: as vítimas desses assassinos sem nome realmente existiram e até hoje clamam por vingança em relatos que se tornaram atrações turísticas e que fazem a festa de vários turistas que tiveram a oportunidade de conhecer os cenários desses crimes brutais. Convenções de estudiosos dos casos pipocam pela Europa e Estados Unidos e atraem tantas pessoas quanto as similares de ficção científica.
Muitos criminologistas, hoje tão populares entre as pessoas graças à fama de seriados como CSI - Crime Scene Investigation, acreditam que a tecnologia moderna é capaz de revelar os segredos desses casos, como atestam os esforços da escritora norte-americana Patricia Cornwell, que gastou uma pequena fortuna pessoal avaliada em mais de quatro milhões de dólares para poder provar sua tese sobre a suposta verdadeira identidade de Jack o Estripador, considerado o primeiro grande serial killer de todos os tempos. O resultado, que se tornou o livro Retrato de um Assassino, é debatido até a exaustão e desacreditado pela maioria dos ripperologistas (nome dado aos pesquisadores do caso Jack o Estripador. A outra alternativa seria estripadorologistas, não muito sonoro).
Mortes sem solução não são uma novidade dos tempos modernos. Com o passar dos séculos muitos casos insolúveis foram registrados (confira três deles nos boxes). Porém, muitos antropólogos e psicólogos afirmam que este tipo de 'assassinato em série' é um produto de nossos dias. Outros já preferem apenas analisar os fatos para tentar deles extrair a causa particular de tais atos hediondos.
Mas o que teria deixado esses casos sem solução? Incompetência da polícia em identificar o assassino? Sorte do criminoso? O nível de elaboração do crime? Para conhecer melhor esses casos, vamos analisar quatro dos mais comentados de todos os tempos. O leitor poderá, desta forma, exercitar seus dotes de detetive e arriscar seu palpite. Quem sabe a verdade esteja bem na nossa cara e simplesmente não podemos ver...
sábado, 4 de setembro de 2010
Onde se lia sangue, leia-se Justiça!
:: Caso Leal
Quem mandou assassinar Manuel Leal seguiu uma lógica macabra: o jornal A Região fecharia, as denuncias cessariam e o caso cairia no esquecimento em pouco tempo.
A certeza da impunidade era tamanha que nem se preocuparam em executar o chamado "crime perfeito", tantos foram os rastros deixados pelo caminho.
Deu tudo errado, apesar do empenho (ou da falta de) da polícia em transformar a morte de Leal num desses crimes insolúveis que se perpetuam ao sabor de interesses políticos e/ou financeiros.
Reconheça-se que desde o início a polícia foi de uma competência extrema para garantir a impunidade dos mandantes e assassinos.
O delegado Jacques Valois, responsável pela investigação, não preservou o local do crime, prejudicando sensivelmente a reconstituição, e depois ignorou depoimentos importantes, como o do então agente policial Roberto Figueiredo, que viu o policial Mozart Brasil nas imediações da casa de Leal nas horas que antecederam a emboscada.
Foi um crime tão amador que Mozart foi citado, juntamente com Marcone Sarmento e o informante Roque de Souza, num documento do Ministério da Justiça. Com base em investigações da Polícia Federal, Mozart, Marcone e Roque foram apontados como os assassinos de Manuel Leal.
Na prática - e na voz rouca das ruas - o crime estava esclarecido. Dadas as ligações de Mozart com o delegado Gilson Prata e de Marcone com Maria Alice e Fernando Gomes a suposição dos autores intelectuais era quase instantânea.
Ainda assim, dado que a apuração da PF era extra-oficial, Valois conseguiu a proeza de concluir o inquérito sem indiciar ninguém. Só faltou apontar que Manuel Leal cometeu suicídio, bailando diante dos tiros.
A pedido da Justiça, o inquérito foi reaberto, desta vez sob o comando do delegado Gilberto Mouzinho. Amigo declarado de Fernando Gomes, Mouzinho levou as investigações em banho maria, chegando a declarar, em 2000, que não havia sentido apurar um crime que tinha conotações políticas em ano eleitoral. Mais explícito, impossível.
Maldição ou justiça por linhas tortas, Valois e Mouzinho, até então delegados de ponta, caíram em desgraça logo depois.
O primeiro perambula quase como um fantasma por delegacias do interior baiano e o segundo, acusado de formação de quadrilha, assassinato, extorsão e roubo de cargas, chegou a ficar detido e hoje está sem função na Secretaria de Segurança Pública.
MOBILIZAÇÃO
Se faltou empenho da polícia, sobrou firmeza do Judiciário e do Ministério Público.
O juiz Marcos Bandeira e a promotora Cintia Portela não permitiram que as investigações fossem prejudicadas, reunindo material suficiente para indiciar Mozart Brasil, Marcone Sarmento (que continua foragido e portanto não vai a juri) e Thomaz Iracy Cunha Guedes, este um personagem nebuloso na história.
Sobre Mozart e Marcone parece não haver dúvidas da participação no crime, já que foram reconhecidos por várias testemunhas. Uma dessas testemunhas, que está sob proteção, reconheceu Mozart com tanta segurança que apontou até mudanças no seu visual.
A aposta da impunidade começa a ir pelo ralo com os julgamentos de Thomaz no dia 18 e de Mozart no dia 26.
A outra aposta, a de que o caso cairia no esquecimento, revelou-se de uma burrice típica dos que acham que dinheiro, poder e truculência resolvem tudo.
O assassinato de Manuel Leal teve repercussão nacional e internacional e vem mobilizando entidades como Sindicato dos Jornalistas da Bahia, Associação Baiana de Imprensa, Federação Nacional dos Jornalistas, Sociedade Interamericana de Imprensa, Comitê de Proteção a Jornalistas e Repórteres Sem Fronteiras.
O jornal A Região, longe de deixar de circular, tornou-se uma trincheira contra a impunidade, contando com o apoio do jornal A Tarde e, em menor escala, de outros veículos de comunicação.
Não é exagero dizer que essa mobilização, aliada ao empenho da Justiça e do Ministério Público (e apesar da polícia) está garantindo um momento histórico.
Pela primeira vez acusados de matar um profissional de imprensa na Bahia vão a julgamento. Isso numa situação em que 10 jornalistas e radialistas foram assassinados na década de 90.
Aqui subverte-se a lógica dos que esperavam escrever a história com sangue.
A partir do dia 16, e espera-se que a partir de agora, a história de Leal e de tantos outros profissionais de imprensa mortos ou vivos, passe a ser escrita com justiça, responsabilidade e liberdade de expressão.
Manuel Leal está longe de ser um mártir.
Mas está perto de ser um marco, o que não é pouco numa Bahia onde estando no poder ou aliado a poderosos se podia tudo.
(RSF, em www.rsf.org)
O Caso Leal, aqui:
:: Testemunha diz que é comadre de Maria Alice
:: Leal: após 5 anos, enfim Justiça!
:: O que o amor separa, a verdade une
:: A incrível história do delegado que encolheu
:: Mozart é condenado a 18 anos por assassinar Leal
:: Onde se lia sangue, leia-se Justiça!
:: Surge uma testemunha
:: Anatomia de um crime
:: Caso Leal, 5 anos
sábado, 7 de agosto de 2010
Crimes insolúveis em Imperatriz começam a ser desvendados
Entre os crimes que estão na lista dos insolúveis e que tiveram os seus inquéritos reabertos, estão os de que foram vítimas o prefeito de Ribamar Fiquene, Ita Alves, e do pecuarista Edvalter Ribeiro.
Para esses dois crimes, o delegado geral da Polícia Civil, Nordman Ribeiro, já nomeou dois delegados especiais. No caso do prefeito Ita Alves, foi nomeado o delegado Ronilson João Leite Moura e para o caso do pecuarista Edvalter Ribeiro, o Valtinho, foi nomeado o delegado Paulo Márcio Tavares. Além dos delegados, fazem parte da comissão um investigador, um escrivão de polícia e um policial militar. Os dois casos já estão sendo investigados.
Além desses, serão reabertos também os casos do agente de viagem Kennedy; do advogado Valdecy Ferreira Rocha, que segundo informações ainda faltam ser presos os mandantes e outras pessoas envolvidas no crime; do professor e engenheiro José Henrique Paiva, em que chegaram a ser presas algumas pessoas, mas estas foram colocadas em liberdade por falta de provas; da massaterapeuta Sonilândia, um crime recente, mas ainda sem solução, e vários outros.
O delegado geral da Polícia Civil, Nordman Ribeiro, em contato telefônico com a reportagem de O PROGRESSO, informou que para os demais crimes, que ainda não foram desvendados e estão sem autoria, será realizado um trabalho em mutirão.
"Vamos reunir vários delegados, equipes de agentes policiais e escrivães, em parceria com a Polícia Militar e com a Justiça, para que possamos desvendar todos esses crimes", disse Nordman Ribeiro.
Desvendando - A Delegacia de Homicídios, através do delegado Josenildo José Ferreira, mesmo com uma equipe reduzida, vem desvendando crimes, como o do homossexual Cassiano Silva, o Kawany, que foi morto com 4 tiros em outubro do ano passado.
O autor do crime, o personal trainer Cleiton Oliveira, teve prisão preventiva decretada e cumprida pelos policiais da DH. Em depoimento prestado ao delegado Josenildo José Ferreira, ele confessou o crime.
Agora, os policiais da DH estão trabalhando na elucidação do crime de que foi vítima a massaterapeuta Sonilândia. É um trabalho difícil, porque as pistas são mínimas, mas a polícia certamente vai chegar ao autor do assassinato. Sonilândia foi morta a golpes de pau e o corpo foi encontrado no quarto em que residia, numa casa localizada no Jardim São Luís.
Antes de desvendar o caso do homossexual Cassiano Silva, a Kawany, a equipe da DH já tinha desvendado os casos de assassinatos da jovem Ileane da Cruz Oliveira, morta e degolada no bairro Novo Horizonte, cujo autor foi Maicon Melo de Sousa, que está foragido e tem mandado de prisão em aberto; do também jovem Paulo Ricardo Soares Araújo, que era filho de um pastor evangélico, cujos autores foram Frandoaldo Rocha Sousa e Max Ferreira da Silva; e de Walisson Nascimento da Silva, cujos autores foram José Cristiano de Almeida Silva e o adolescente de iniciais A. T. A. O.
sábado, 17 de julho de 2010
Suspeitas de um crime político
| Execução de vereador de Acrelândia |
Dez pessoas já foram ouvidas pela polícia, incluindo colegas parlamentares, No sábado, Fernando da Costa, o Pinté, falou para amigos que faria revelações que o povo ficaria “arrepiado” A forma brutal e misteriosa como o presidente da Câmara de Acrelândia, Fernando José da Costa (PP), o Pinté, foi assassinado, criou um clima de insegurança, medo e revolta entre os moradores do município. O policiamento foi reforçado e dois delegados estão trabalhando nas investigações. Nesta segunda-feira, 3, dez pessoas foram ouvidas, entre elas os vereadores da cidade, e dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos. São documentos que podem se importantes para desvendar o crime que abalou Acrelândia. Para quem convivia com Pinté, não há dúvida: foi um crime político. Mas ainda não existem pistas sobre os autores do crime e nem provas concretas que possam revelar os motivos do assassinato. Os bandidos escolheram justamente um dia de festa, com a presença de muitas pessoas de outros municípios na cidade. A vítima não chegou a comentar com ninguém sobre possíveis ameaças. Mas, segundo informações de pessoas próximas ao parlamentar, ele vinha investigando possíveis irregularidades na administração municipal e tinha afirmado que iria pedir a abertura de uma CPI na sessão desta segunda-feira, 3. “No sábado, 1º, o Pinté almoçou aqui na minha casa. Ele disse que faria revelações importantes e que o povo ficaria ‘arrepiado’. Não temos nenhuma certeza, mas como os indícios de irregularidades são muitos e o Pinté vinha colhendo informações, acreditamos que tentaram calar a boca dele”, afirmou a presidente do Núcleo do Sinteac em Acrelândia, Maria do Socorro Lima. Ela disse que mesmo com o clima de medo e insegurança, os professores vão continuar cobrando a abertura da CPI para investigar as possíveis irregularidades na administração pública. |