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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Crimes insolúveis. Cico fecha o ano sem elucidar três assassinatos



Três inquéritos que investigam assassinatos permanecem em aberto na Comissão Investigadora do Crime Organizado (Cico). Os procedimentos instaurados ainda em 2009 apuram crimes de grande repercussão no Estado. A frieza com que as vítimas foram executadas é o elemento comum entre os crimes.

O primeiro foi registrado em junho de 2009, em Campo Maior. O funcionário público Alípio Ribeiro chegava para trabalhar quando foi executado. Alípio era irmão de um assessor do deputado Paulo Martins (PT). Ele foi alvejado com quatro tiros nas costas. A polícia chegou a revelar que tinha o nome de dois suspeitos, mas o caso permanece sem solução.

A morte do empresário Antônio dos Santos, o “Toim do Camarão”, proprietário da Casa do Camarão, é o segundo da lista. O crime ocorreu no dia 03 de novembro do ano passado, em Teresina. O empresário foi morto com um tiro na cabeça no próprio escritório, após uma aparente tentativa de assalto.

O caso ganhou repercussão porque, oito meses antes, a esposa do empresário foi encontrada morta no Rio Parnaíba, em Teresina. Segundo as investigações, Lúcia Santos cometeu suicídio. A polícia sempre descartou a possibilidade dos casos estarem conectados.

Uma foto do acusado de matar o empresário chegou a ser publicada na imprensa – o homem foi identificado como Valdinar Ramos da Anunciação -, mas ele permanece foragido.

O outro assassinato sem solução é o do o contador Guilherme Castelo Branco. Ele foi morto em novembro de 2009 com dois tiros a queima roupa, em um bar no bairro Saci, zona Sul de Teresina. A polícia apontou dois homens como os autores do homicídio. Um deles foi morto em março deste ano, em Caxias, no Maranhão.

Mesmo diante das dificuldades em chegar até os autores e mandantes desses crimes, a Cico não desiste. Apesar de estarem marcados como “inconclusos” no relatório de fim de ano da Comissão, nenhum dos três casos foi arquivado.