| Execução de vereador de Acrelândia |
Dez pessoas já foram ouvidas pela polícia, incluindo colegas parlamentares, No sábado, Fernando da Costa, o Pinté, falou para amigos que faria revelações que o povo ficaria “arrepiado” A forma brutal e misteriosa como o presidente da Câmara de Acrelândia, Fernando José da Costa (PP), o Pinté, foi assassinado, criou um clima de insegurança, medo e revolta entre os moradores do município. O policiamento foi reforçado e dois delegados estão trabalhando nas investigações. Nesta segunda-feira, 3, dez pessoas foram ouvidas, entre elas os vereadores da cidade, e dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos. São documentos que podem se importantes para desvendar o crime que abalou Acrelândia. Para quem convivia com Pinté, não há dúvida: foi um crime político. Mas ainda não existem pistas sobre os autores do crime e nem provas concretas que possam revelar os motivos do assassinato. Os bandidos escolheram justamente um dia de festa, com a presença de muitas pessoas de outros municípios na cidade. A vítima não chegou a comentar com ninguém sobre possíveis ameaças. Mas, segundo informações de pessoas próximas ao parlamentar, ele vinha investigando possíveis irregularidades na administração municipal e tinha afirmado que iria pedir a abertura de uma CPI na sessão desta segunda-feira, 3. “No sábado, 1º, o Pinté almoçou aqui na minha casa. Ele disse que faria revelações importantes e que o povo ficaria ‘arrepiado’. Não temos nenhuma certeza, mas como os indícios de irregularidades são muitos e o Pinté vinha colhendo informações, acreditamos que tentaram calar a boca dele”, afirmou a presidente do Núcleo do Sinteac em Acrelândia, Maria do Socorro Lima. Ela disse que mesmo com o clima de medo e insegurança, os professores vão continuar cobrando a abertura da CPI para investigar as possíveis irregularidades na administração pública. |